Uma visão ampliada sobre saúde bucal e saúde sistêmica.
Minha formação e minha prática clínica foram construídas a partir de uma visão ampliada da saúde, que considera a boca não como uma estrutura isolada, mas como parte integrante de um organismo complexo e interdependente.
Ao longo da minha trajetória profissional, aprofundei meus estudos em diferentes áreas que contribuem para esse olhar:
O modelo funcional trabalha com uma visão sistêmica, buscando compreender os processos fisiológicos envolvidos na doença e os fatores individuais (genéticos, ambientais, nutricionais, comportamentais e de estilo de vida) que podem participar de seu desenvolvimento.
Essa perspectiva propõe ampliar o olhar clínico sem substituir a medicina e a odontologia convencionais: integrar conhecimentos, avaliar o paciente de forma individualizada e compreender os mecanismos de cada quadro, sempre considerando a evidência científica disponível, a segurança e os limites de cada abordagem.
A odontologia e a acupuntura fazem parte da minha história desde cedo: meu pai também é cirurgião-dentista e acupunturista. Foi convivendo com a prática dele que aprendi a olhar o paciente para além da boca.
Significa olhar além do dente isoladamente.
Uma alteração bucal pode ser consequência de fatores locais, mas também pode estar relacionada a condições sistêmicas, imunológicas, metabólicas, nutricionais, hormonais, ambientais e comportamentais. Da mesma forma, processos inflamatórios e infecciosos persistentes na cavidade oral podem participar da carga inflamatória do organismo.
“Minha avaliação procura responder não apenas o que está acontecendo, mas também por que isso está acontecendo neste paciente.
Dra. Alessandra Cohen
Isso não significa abandonar a odontologia convencional, substituir tratamentos comprovados ou atribuir à boca a causa de todas as doenças. Ao contrário: significa utilizar os recursos da odontologia contemporânea, associados a uma análise individualizada da história clínica, dos exames laboratoriais e de imagem e dos fatores que podem interferir na saúde e na resposta ao tratamento.
Essa visão também reconhece que parte importante da história da medicina foi construída a partir de diferentes sistemas de conhecimento.
Práticas como a Medicina Tradicional Chinesa, a acupuntura e a fitoterapia possuem tradições milenares e, atualmente, algumas delas integram políticas oficiais de saúde. No Brasil, o Ministério da Saúde reconhece 29 Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no SUS, entre elas Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura, Fitoterapia, Ayurveda, Homeopatia e Ozonioterapia.
No Brasil, algumas práticas integrativas já são regulamentadas ou reconhecidas em diferentes contextos, inclusive no âmbito da Odontologia e do SUS. Entretanto, não existem especialidades odontológicas denominadas “Odontologia Biológica” ou “Odontologia Integrativa”, e os cirurgiões-dentistas não podem utilizar livremente qualquer denominação profissional para caracterizar sua atuação.
Por esse motivo, minha comunicação profissional segue as normas brasileiras de publicidade e exercício da Odontologia. Os termos utilizados neste site não têm a finalidade de atribuir a mim uma especialidade que não esteja reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia.
Ainda assim, essa trajetória de estudos faz parte da forma como construí meu raciocínio clínico.
É essa combinação entre odontologia, fisiologia, ciência, visão sistêmica e individualidade que orienta meu trabalho: olhar para a boca com profundidade, sem separá-la do organismo ao qual ela pertence.
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